Em tempos de crise financeira internacional e baixo nível de crescimento econômico mundial, em maio de 2012, o governo brasileiro resolveu reeditar uma medida que já havia sido adotada em 2009: a desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). De janeiro a setembro daquele ano, 2.2 milhões de unidades foram comercializadas uma alta de 5,49% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

A reedição da medida tem os mesmos objetivos: a desoneração aliada ao maior acesso ao crédito faz com o consumidor compre mais, incentiva-se o consumo, aquece a economia e eleva-se o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Bom para muitos, mas não para todos. O setor de carros usados e seminovos vem registrando quedas de venda devido à facilidade de compra de carro zero quilômetro e aumento dos estoques, em média 15% maiores. A média de venda atual no segmento dos usados é de um carro zero-quilômetro para cada seis carros usados. Além da preferência pelo carro novo, outros fatores dificultam a venda de carros usados como a obtenção de financiamentos. As financeiras preferem dar crédito para a compra de modelos zero-quilômetro porque o risco é menor em caso de inadimplência. As taxas de juros para o financiamento de usados dependem da idade do veículo, mas, em geral, são mais altas do que as praticadas na compra de carros novos.

Para o consumidor o momento é ideal para quem quer comprar um carro, mas desfavorável pra quem quer vender  ou trocar por um modelo mais novo. Para comprar, dependendo do modelo, o consumidor encontrará descontos médios entre 15% e 20% sobre a tabela referencial da FIPE, dependendo do estoque disponível em cada revenda, da quilometragem e do estado do veículo.

A compra de um carro usado é mais racional do que a de um novo, movida pela necessidade e condição financeira. Os descontos podem chegar a 30% ou mais dependendo do estoque da revenda, de quantos anos tem o carro e do nível de equipamentos. É uma boa oportunidade para quem sonha com aquele modelo mais sofisticado ou importado. Os modelos mais procurados são os mais equipados, com motores mais potentes, ar-condicionado, direção hidráulica e 4 portas.

É bom lembrar que todo o carro começa a perder valor no instante em que sai da loja. Alguns modelos perdem menos, outros mais. Na hora de vender e comprar deve-se levar em conta que os carros que menos desvalorizam são os mais básicos, de cores sóbrias, bom estado de conservação, baixa quilometragem e conjunto simples de acessórios.

A média de depreciação de um carro de passeio nacional com até dois anos de vida é de 20% a 30%. Entre os importados, o percentual de queda pode chegar a 50% – ou mais em decorrência da manutenção mais elevada, alto preço das peças de reposição e do seguro.

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